Acolhimento e preparação da acção
As crianças chegavam ao museu em grupos e acompanhadas pelo educador ou pelo professor responsável. O acolhimento era realizado já dentro do museu por dois cúmplices de exploração que acompanhavam o grupo durante toda a visita.A criação do grupo de cúmplices de exploração surgiu com o objectivo de simplificar os conteúdos da exposição e servir de elo de ligação entre o passado e o presente. Para tal, optou-se por manter uma aparência actual e normal, introduzindo progressivamente as crianças no ambiente do século XVIII vivido no resto da exposição que iriam explorar no Museu e patente na caracterização dos restantes animadores. Os objectivos deste primeiro momento passavam ainda por explicar o que é um museu a crianças que nunca o tinham visitado e os cuidados e formas de deslocação durante a exposição, bem como relativamente às peças expostas. Realizava-se ainda um levantamento de ideias e conhecimentos sobre o ouro como algo precioso e presente no nosso quotidiano, destacando-se as jóias e recordando algumas que as crianças conheciam, e em muitos casos usavam, tais como anéis, pulseiras e colares.
O verdadeiro iniciar da acção e a viagem para o século XVIII ocorriam com a entrada do casal de nobres, realizada com grande impacto junto das crianças: a dama surgia em pranto inconsolável, acompanhada pelo seu marido. Depois das apresentações era descrito o problema da perda das jóias e solicitada a ajuda para a criação de novos adornos para a bela Antonieta. Sendo necessário saber que jóias encomendar ao ourives, começava a descoberta do ouro na cultura portuguesa do século XVIII.Aos cúmplices de exploração competia motivar e ajudar as crianças na sua busca por ajuda para a tarefa em mãos. Nesse processo, tornava-se ainda necessário simplificar conceitos e termos que para as crianças surgiam como complicados ou novos e assegurar o apoio a situações que coubessem ao nosso século, como a utilização da casa-de-banho ou a necessidade de água.









